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A Diferença Entre Coaching e Terapia

Autor: Tom Henschel

Tradução: Wilson Gambirazi

Coaching era um desafio para Edward. Mais confortável no mundo analítico do que reino das reflexões, ele imaginou que talvez nossas conversas de Coaching estivessem se aventurando em território que seria melhor se deixado a um terapeuta treinado. 

Eu discuti tanto este assunto durante os meus 25 anos de Coaching, que desenvolvi um pequeno discurso sobre isso. Edward estava ansioso para ouvi-lo.

Coaching e terapia partem da mesma premissa, eu lhe disse. Ambos presumem que todos nós, no curso natural da vida, experimentamos eventos que nos ferem psiquicamente quando somos jovens.

À medida em que crescemos, as feridas de algumas pessoas permanecem abertas e dolorosas. Essas pessoas com frequência agem defensivamente, protegendo suas feridas de novas lesões. Outras pessoas desenvolvem “calos” sobre suas feridas, protegendo-as de tropeços e golpes. Estas pessoas frequentemente são vistas como resilientes e altamente funcionais. Mas, na verdade, ambos os tipos de pessoas, as que possuem feridas abertas ou protegidas, possuem lesões em seus sistemas.     

As consequências naturais dessas lesões são crenças auto limitantes. Essas crenças, criadas para proteger nossos jovens “eus”, com frequência criam algum grau de auto sabotagem à medida em que amadurecemos.

Consequentemente, as pessoas podem se descobrir caindo no mesmo buraco várias vezes durante suas vidas. Em algum momento, buscando resultados diferentes, elas procuram ajuda. Talvez Coaching. Talvez terapia.   

Tudo isso – lesões antigas, que se transformam em crenças auto limitantes e em padrões de sabotagem – são áreas comuns entre Coaching e terapia. É um ponto de vista compartilhado.   Mas agora a estrada se divide.

Conserto terapêutico do buraco

Em um relacionamento terapêutico, primeiro o terapeuta ajuda ao cliente a identificar o buraco – a ferida causadora da autossabotagem.

Então, metaforicamente, terapeuta e cliente dirigem juntos à borda do buraco. Eles param o carro e saem. E, juntos, eles olham para a borda do buraco. Este ato por si pode ser transformador. Mas muitos têm medo. Algumas pessoas, com frequência, evitam terapia porque preferem não olhar para o buraco.

O trabalho do cliente agora é descer bem ao fundo do buraco e repará-lo. O terapeuta, sem sair da beira, ilumina o buraco tanto quanto possível. Ainda assim, o progresso do cliente é muitas vezes lento, já que não está familiarizado e o terreno é desconfortável.

Em algum momento, a primeira camada do reparo é completada e outra é iniciada. À medida em que essas camadas se sobrepõem, a tarefa fica mais fácil. Reparar torna-se uma rotina, até que um dia, a superfície do buraco fica nivelada com a da estrada.

Uma vez preenchido, o buraco perde o poder de gerar auto sabotagem e as crenças auto limitantes reduzem sua influência. O cliente experimenta um rejuvenescimento. O terapeuta, a todo momento, procurou somente ajudar na cura do cliente.

Coaching, por outro lado, não busca a cura. Coaching tem um objetivo muito diferente.

A solução do Coaching  

Assim como na terapia, quando crenças auto limitantes interferem no relacionamento de Coaching, o Coach ajuda o cliente a identificar o buraco.

Quando ambos se aproximam do buraco metafórico, o Coach pede ao cliente para parar. Mas agora, em vez de olhar ao fundo do buraco, Coach e cliente mantém a distância do buraco. Juntos, Coach e cliente traçam caminhos contornando o buraco.  

O envolvimento em processos de Coaching corporativo acontece rapidamente. Usualmente, esse envolvimento é direcionado por metas da organização. Mesmo quando o Coach é um terapeuta licenciado, o ritmo do Coaching corporativo não permite o tempo necessário para a cura.  

Em busca dos objetivos do Coaching, o Coach oferece tantas ferramentas quanto possível para que o cliente aprenda a ficar longe do buraco.

Assim, ao mesmo tempo que o objetivo do Coaching pode não ser o de curar, trata-se de manter o cliente fora do buraco. Em última análise, Coaching e terapia compartilham esse objetivo.

Edward gostou dessa analogia.

Pensar em seus desafios como buracos que que ocorrem naturalmente, facilitou sua autoconsciência.   Ele se deu conta de que é capaz de falar sobre seus comportamentos sem vergonha ou constrangimento. Ele foi capaz de vê-los como algo a ser simplesmente “contornado”. 

Como nosso Coaching terminou, Edward revisitou a metáfora. Ele sugeriu que desde que aprendeu a contornar o buraco, em vez de curá-lo, o buraco permaneceu. Eu concordei.

Aquele buraco era uma ameaça? Ele imaginou. Eu sugeri que, no momento, o buraco estava presente, mas dormente. Ele sabia como ficar longe do buraco. Mas ele estava correto: o buraco permaneceu, passível de cura a qualquer hora. Mas esse não seria trabalho para o Coach.

Artigo Original: < www.forbes.com/sites/forbescoachescouncil/2017/02/07/the-difference-between-coaching-and-therapy/#2da853cd3417 >